O Estádio de São Januário, coração pulsante do Club de Regatas Vasco da Gama, está prestes a viver uma das maiores transformações de sua história centenária. Mais do que uma simples reforma, o projeto representa um marco de modernização, inclusão e respeito às raízes do clube e da comunidade que o cerca.
Um projeto que nasceu da paixão
Idealizado por uma equipe de arquitetos vascaínos liderada por Sérgio Moreira Dias, o projeto foi aprovado pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro em junho de 2024, após intensas audiências públicas e ajustes no texto original do Projeto de Lei do Potencial Construtivo [1]. A proposta permite ao Vasco vender parte de seu direito de construir não utilizado em São Januário para outras regiões da cidade, como a Barra da Tijuca, gerando recursos exclusivos para a reforma.
O novo São Januário: moderno, acessível e vibrante
A nova estrutura prevê uma capacidade ampliada para 47.383 torcedores, com destaque para o setor norte, que será o mais próximo do campo — apenas 10 metros de distância — e voltado para os torcedores populares, com ingressos mais acessíveis [1]. A arquibancada será equipada com o sistema “safe standing”, permitindo flexibilidade entre assentos e espaço em pé, como nos estádios europeus.
Além disso, o projeto inclui:
- 133 camarotes, lounges e frisas
- Museu, lojas e restaurantes nas torres laterais
- 1.440 vagas de estacionamento
- Acessibilidade universal em todos os acessos
- Revitalização do entorno, com esplanada aberta à comunidade da Barreira do Vasco
Investimento e financiamento transparente
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A reforma está orçada em R$ 506 milhões, com previsão de conclusão em até três anos. Para garantir o fluxo de caixa, o Vasco estruturou um fundo imobiliário em parceria com o Banco Genial, que será fiscalizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) [2]. O clube receberá os recursos gradualmente, conforme o avanço das obras, com liberação em etapas de 20% [2].
A Sociedade de Propósito Específico (SPE), criada exclusivamente para gerir o projeto, será responsável por emitir e administrar os certificados de potencial construtivo. O Vasco já tem 50 mil m² assinados e negociações avançadas para mais [2].
Impacto social: a favela cresce junto com o estádio
A reforma não é apenas uma obra de engenharia — é um gesto de respeito à história e à comunidade. A Barreira do Vasco, vizinha ao estádio, será diretamente beneficiada com melhorias urbanas e inclusão no projeto. Em audiência pública, Vânia Rodrigues, presidente da associação de moradores, emocionou ao afirmar: “A minha favela vai crescer junto com São Januário” [3].
O projeto prevê que 6% do valor arrecadado com a operação será destinado a obras no entorno, e R$ 150 por metro quadrado negociado irá para um fundo de mobilidade urbana [1].
Um estádio para o torcedor
Segundo o arquiteto Sérgio Dias, a reforma foi pensada para valorizar a vibração da torcida: “Hoje, o espetáculo é a plateia. A torcida faz parte do jogo”[4]. A acústica foi cuidadosamente planejada para potencializar o som das arquibancadas, tornando São Januário ainda mais intimidador para os adversários e acolhedor para os vascaínos.
O futuro começa agora
A expectativa é que as obras comecem entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, com inauguração prevista para abril de 2027 — mês em que o estádio completa 100 anos [1] [4]. Até lá, São Januário segue sendo palco de emoções, mas com um olhar firme no futuro.

References
[1] Vasco anuncia criação de empresa para gerir reforma de São Januário
[2] Reforma de São Januário: entenda em que etapa está a … – LANCE!
[3] Vasco divulga imagens de projeto do novo São Januário; veja fotos
[4] Reforma do estádio de São Januário: Veja como será a … – MeuVasco